BMX
Dificuldade e muita luta
até chegar aos Jogos Olímpicos
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Após muitas dificuldades, Priscila conseguiu assegurar vaga para sua segunda Olimpíada (📷Divulgação/Facebook)
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A atleta de Sorocaba Priscila Stevaux, representante do Brasil no BMX, e que disputa seu segunda Olimpíada, neste ano em Tóquio, Japão, falou um pouco de sua trajetória, num texto em sua rede social. E principalmente das dificuldades para carimbar sua vaga para a competição. Primeiro ela comenta a questão da lesão que prejudicou em parte do período:
" Por onde começar? Este ciclo olímpico pra mim foi completamente diferente do que eu imaginava ser após as olimpíadas passada. Foi um ciclo de muita indecisão, comecei o ciclo me recuperando de uma fratura na mão direita. Não obtive os resultados que gostaria neste início do ciclo", recordou.
Pandemia e indecisões
A atleta falou ainda da pandemia e de um período de indecisões além de competições em que participou : "No final do mesmo ano, na etapa de Copa do Mundo em uma das pistas que eu mais gosto de competir, após cair inexplicavelmente no primeiro dia no round 1 e em 1o lugar no last chance, no dia seguinte, conquistei minha segunda final em Copas do Mundo de Supercross. No ano seguinte 2020, foi um ano cheio de indecisões, porque veio a pandemia. Competimos na Austrália, inesperadamente, devido à fortes ventos fomos impedidos de competir os rounds 3&4 (0 pontos)", conta a atleta de Sorocaba.
Regressão e sem local de treino
E Priscila segue contando sua trajetória: "Ainda tinha chances, pois, tinha oportunidade de disputar algumas etapas C1 e somar pontos para meu ranking olímpico. Porém, não foi possível, durante o ano as corridas foram adiadas e as mesmas posteriormente canceladas. Durante esse ano, vivi assim como muitas pessoas neste momento de pandemia, uma série de dúvidas sobre o futuro e me senti parada no presente, pois, ao mesmo tempo via o mundo desabar e a regressão na minha caminhada. Pois, não tinha nem mesmo possibilidade de uma pista de BMX para treinamento", relata Priscila.
Choro, apoio da família e a volta por cima
Em seu relato, a atleta fala de momentos de choro, mas que com o apoio da familia e treinador, conseguiu se "reinventar" e dar a volta por cima:
"Vi também, minhas chances diminuírem ao ver o adiamento dos jogos, não sabia como realizariam o encerramento do ciclo olímpico, afinal, poderiam encerrar antecipadamente. Chorei, me reinventei, continuei, me reergui, minha família, meu treinador e meus amigos sabem o quanto foi difícil me manter motivada diante de tanta dificuldade e pressão", diz Priscila, que segue falando:
"Apareceram quatro oportunidades de somatizar pontos no ano seguinte em 2021, eu treinava com o que eu tinha, tanto treino de musculação com alguns aparelhos em casa, como treinos adaptados de técnicas no sprint. Um tempo depois pude contar com muita gente incrível de diversas cidades que me receberam de braços abertos (vocês sabem quem são e sou imensamente grata por todo apoio nesta fase difícil)" recorda a atleta.
Viagem para a Europa
Prisicla disse que próximo às Copas do Mundo de 2021, os atletas, nos juntaram para buscar alguma maneira de conseguir viajar para a Europa para ser possível a participação das Copas do Mundo, com o apoio do Comitê Olímpico (COB) e da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC):
"Fomos para Anadia (Sunlive) em Portugal novamente, onde faríamos quarentena, podendo ter a possibilidade de treinar na pista de Anadia, aliado a treinos de musculação no mesmo local da hospedagem. Mas, infelizmente com o sistema de saúde não foi permitido realizarmos treinamentos em pista. Viajamos para Itália para competir campeonato europeu (esse foi o motivo pelo qual compramos uma passagem aérea para adiantar a viagem às custas próprias, para podermos após dos 14 dias de quarentena com 1 dia antes do campeonato Europeu conseguir ir para Itália competir o europeu como preparação para as Copas do Mundo que valeriam os pontos olímpicos)", relata.
Depois de muita luta, o sonho realizado !
E por fim a atleta de Sorocaba explica como, diante de tantas dificuldades e adversidades, conseguiu realizar o grande sonho de participar da Olimpíada:
"Consegui apenas um dia de treino e tr~es voltas na pista durante as provas devido ao cancelamento por tempestade. Competimos Copa do Mundo na semana seguinte, não consegui pegar a pista o suficiente para me sentir confiante, não obtive o resultado que queria. Meu sonho parecia cada vez mais distante, eu tive minha última cartada, nas últimas duas etapas em Bogotá (Colômbia)", diz Priscila que prossegue:
" Com mais tempo de treinamento na pista de Supercross da Competição me senti muito mais bem preparada conquistei a 7a colocação na final do primeiro dia (minha segunda melhor posição em copa do Mundo) o que me garantiu 75 pontos, conquistando os pontos necessários e garantindo assim minha tão sonhada representação nos Jogos Olímpicos de Tóquio com grande motivação", finalizou.
A carreira
Priscila Andreia Stevaux. vai para sua segunda Olimpíada. A primeira foi em 2016 no Rio de Janeiro. Nasceu nasceu em Sorocaba, no dia 7 de fevereiro de 1992 e tem 29 anos. Tem 1,56 m e é uma das melhores atletas do BMX mundial. Uma carreira que começou cedo mas que tem tem grandes conquistas. Em 2011, ficou entre as seis melhores do planeta no Campeonato Mundial em Copenhagen, Dinamarca (junior woman). Foi o primeiro de uma serie de ótimos resultados. Em 2013, a sorocabana foi campeã na Copa América e campeã Paulista. E depois de muitos titulos e competições internacionais, em 2021 , Priscila Stevaux participa de sua segunda Olimpíada, ao lado de Renato Rezende na competição de BMX
Calendário do BMX em Tóquio
28 de julho de 2021 Masculino – Quartas de final - Renato Rezende 22h
28 de julho de 2021 Feminino – Quartas de final - Priscilla Stevaux 22h
Obs: As finais serão dia 29 de julho, desde 22h no masculino e feminino