Super campeã por Sorocaba
Vanira lamenta: uma grande perda
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Pan de Indianápolis: Vanira, Oscar Vânia: foto histórica e rara Foto: Arquivo pessoal /Vanira Hernandez
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Esportivo Regional - @esportivo.regional
Redação - 20/04/2026
SOROCABA - Nesta semana o esporte brasileiro e mundial teve uma grande perda com a morte do ídolo do basquete Oscar Schimidt. O Esportivo Regional ouviu a supercampeã,ex-jogadora campeã paulista, brasileira, sul-americana e mundial, além de participaçao na Olimpiada de Barcelona, Vanira Hernandez, que atuou no basquete da Minercal, de Sorocaba. E numa época de ouro da modalidade na cidade - com Hortência, Ana Mota, Branca, Marta, Deborah Lee, Charlotte Lewis, time comandado pelo saudoso treinador Antônio Carlos Vendramini.
Vanira que conheceu e junto com a seleção feminina esteve no grupo do Brasil com Oscar Schmidt em Pan-Americanos de Indianápolis e Olimpíadas, lamentou a morte do ídolo e relembrou momentos marcantes ao lado do atleta.O
Tristeza no esporte brasileiro
“Foi um dia muito triste para nós. Acho que para o povo brasileiro. E nós não estamos falando de um dia triste só para o basquete, nós estamos falando de um dia muito triste para o esporte brasileiro"
Um grande atleta
"Perdemos um grande atleta, uma pessoa que fez sua história dentro do basquete, com todas as suas conquistas, com tudo aquilo que ele fez pelos companheiros da nossa equipe, pelo esporte e por se negar a disputar a NBA para poder defender o país dele, que poucos têm essa mentalidade. Acho que nenhum, tirando o Oscar.”
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Vanira (ao lado da irmã Vania): perda irreparável com a morte de Oscar Fotos: Rede Social/CBB
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Memórias do Pan com Oscar e Seleçao
“Nós tivemos os pensamentos todos voltados para o Pan-Americano de Indianápolis, onde o Brasil foi campeão em cima daquela grandiosa equipe dos Estados Unidos. A seleção brasileira, da qual nós estávamos lá, disputou antes do jogo do basquete masculino, também contra os Estados Unidos. Ganhamos a medalha de prata, ficamos em segundo lugar e, em seguida, a seleção masculina jogou e foi aquele show maravilhoso que todo mundo viu.”
Momento marcante fora das quadras
“Tem uma história muito legal depois desse jogo (vitória do Brasil contra os EUA em Indianápolis), porque nós ficamos para assistir e, quando acabou, o Oscar falou para todos nós, inclusive a Maria Helena e a Heleninha (treinadoras do feminino prata), que iríamos a um restaurante comemorar as medalhas de prata e a medalha de ouro, e que ele fazia questão que o basquete feminino estivesse junto, porque era tão vitorioso quanto eles.”
Legado e lembranças
“Hoje ficam as lembranças boas, tudo que o Oscar ensinou a todos aqueles que tiveram a honra de atuar ao seu lado, as lições deixadas, as conquistas e a história do povo brasileiro. A gente só tem que lamentar. Foi um dia triste, está sendo um momento triste para todos, mas o que resta são as recordações felizes de um cara que era realmente imbatível, não só como atleta, mas como um ser humano incrível.”
Uma perda irreparavel
Oscar Schmidt, maior ídolo do basquete brasileiro, morreu no dia 17 de abril de 2026, aos 68 anos, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, após passar mal em casa. Ele foi socorrido e levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em Alphaville, já em parada cardiorrespiratória, chegando à unidade sem vida. A causa da morte não foi divulgada. A família informou que o velório e o enterro seriam restritos a parentes e amigos, e destacou a trajetória marcante do ex-jogador.
Conhecido como “Mão Santa” e eterno camisa 14 da seleção brasileira, Oscar foi um dos principais responsáveis por popularizar o basquete no país. Ao longo da carreira, construiu uma imagem de talento e carisma, sendo admirado dentro e fora das quadras. A família ressaltou ainda sua luta de mais de 15 anos contra um tumor cerebral, enfrentada com coragem, dignidade e resiliência, tornando-se exemplo de determinação.
Dias antes de morrer, ele foi homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil ao entrar para o Hall da Fama, em cerimônia no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, embora não tenha comparecido por estar se recuperando de uma cirurgia, sendo representado pelo filho. O COB lamentou a morte e destacou a importância do atleta, recordista brasileiro em participações olímpicas no basquete, com cinco edições disputadas e mais de mil pontos marcados.
Nascido em Natal, em 1958, Oscar Schmidt participou das Olimpíadas de Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996, somando 1.093 pontos e tornando-se o maior cestinha da história dos Jogos. Reconhecido mundialmente, integrou os Halls da Fama da Fiba e da NBA, mesmo sem atuar na liga americana, consolidando um legado que ultrapassa o esporte e segue inspirando gerações.