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terça-feira, 17 de março de 2026

CRISE NO AZULÃO

Movimento busca apoio público
  para reerguer o São Bento

Mobilização reúne empresários, conselheiros e lideranças com apoio da diretoria e mira recuperação dentro e fora de campo


Sede administrativa do São Bento (CT Humberto Reale): Momento de indefinição - Foto: Rede Social



Esportivo Regional -  @esportivo.regional 
Redação - 17/03/2026

SOROCABA - Um grupo formado por torcedores e lideranças ligadas ao São Bento iniciou, na última segunda-feira (16), uma mobilização com o objetivo de reagir ao momento difícil vivido pelo clube dentro de campo. A iniciativa tem à frente o prefeito de Sorocaba, Fernando Martins (PSD), que já presidiu a equipe no passado. O clube atravessa a pior fase de sua história centenária, com o rebaixamento para a Série A3 de 2027 após uma campanha muito abaixo do esperado na Série A2, além de enfrentar problemas financeiros que preocupam a atual gestão.


Com o nome de “Retomada do DNA Vencedor”, o movimento reúne empresários, conselheiros e membros da sociedade civil. A ação também conta com o apoio do presidente do Conselho Deliberativo, Wilson Vieira, e do atual presidente do clube, Florísio Viana. Na prática, a iniciativa busca dar início a um movimento para "salvar" o clube, nos moldes do que ocorreu em 2013 com o grupo "Vamos subir Bento", liderado por um colegiado de dirigentes com prestígio e forte apoio popular. Na ocasião, o projeto tirou o time da Série A3 e, seis anos depois, levou o clube à Série B do Campeonato Brasileiro.


A mobilização ganhou força após o recente rebaixamento do São Bento no Campeonato Paulista Série A2, campanha considerada uma das mais negativas da história recente do clube. Em 15 jogos disputados, a equipe conquistou apenas uma vitória, além de dois empates e 12 derrotas.


Entre os objetivos do grupo estão o resgate da identidade do clube, a reaproximação com a torcida e o estímulo à participação da iniciativa privada. A proposta também envolve unir diferentes setores da cidade para ampliar o apoio institucional e financeiro, com a expectativa de reorganizar o São Bento e recolocá-lo em um cenário mais competitivo nos próximos anos. Até o momento, não há registro oficial da reunião inicial, mas a tendência é de que novas ações ocorram nas próximas semanas.


INDEFINIÇÃO


O presidente do clube, o empresário Florísio Viana — que anteriormente ocupava o cargo de vice-presidente e assumiu a presidência após a saída de Almir Laurindo neste mês de março, antes do fim do mandato — destacou que a possível participação do São Bento na Copa Paulista ainda não está confirmada. Para isso, o clube precisaria receber convite da Federação Paulista, mas o principal entrave segue sendo financeiro.



Em entrevista à imprensa local (Jornal Cruzeiro do Sul), o dirigente afirmou que o São Bento enfrenta dificuldades financeiras e acumula compromissos em aberto após a perda de patrocinadores ao longo da temporada. Segundo ele, há diversos pagamentos atrasados devido à falta de recursos. "No primeiro semestre nós perdemos vários patrocinadores e, no segundo, precisamos correr atrás de novos”, explicou.


Sobre a participação na Copa Paulista, Florísio afirmou: “A pretensão é participar e ter calendário no segundo semestre, mas eu preciso avaliar valores, despesas e aportes para poder dizer que vamos disputar. Se não tiver condições, valores ou ajuda, fica difícil disputar. Não adianta participar só para gerar mais despesas."


SAF E AS CONTAS

Na mesma entrevista, o presidente destacou que, apesar das dificuldades, a diretoria busca manter em dia os compromissos considerados prioritários, especialmente com os funcionários do clube: “As contas vão chegando e se acumulando, mas estamos tentando fazer o possível para pagar e ajustar, principalmente a parte de funcionários, para não deixar atrasar".


Para o dirigente, a possibilidade de transformar o clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) é vista de forma positiva, assim como a chegada de um investidor para equilibrar as finanças do Azulão: “Eu vejo com bons olhos uma SAF, mas tem de vir um grupo que tenha condições de sanar a dívida e fazer novos investimentos no clube".


Ainda segundo o dirigente, existem pendências relacionadas à parceria com o grupo que participou da cogestão durante a Série A2, envolvendo um aporte de cerca de R$ 500 mil que não teria sido regularizado. Essa situação também preocupa o clube.




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