Trajetória de Maria Helena
e Heleninha: ligação comVotorantim
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| Heleninha ex-CAV e Maria Helena |
@esportivo.regional / Redação - 16/09/2026
Foto: Divulgação
Votorantim - Duas mulheres, o mesmo nome e uma contribuição enorme para o basquete feminino brasileiro. Maria Helena Cardoso e Maria Helena Campos, a Heleninha, são as protagonistas de “As Donas da Quadra”, novo livro da historiadora e pesquisadora Claudia Guedes, que recupera trajetórias fundamentais da modalidade e as apresenta às novas gerações.
Para Votorantim e Sorocaba, a publicação tem significado especial pela trajetória de Heleninha, que passou pelo basquete regional nos anos 1950, quando Votorantim ainda pertencia a Sorocaba.
Integrou o tradicional time feminino do Clube Atlético Votorantim, que viveu seu auge entre as décadas de 1950 e 1960 e teve papel importante no desenvolvimento do basquete feminino no interior paulista e no Brasil.
Claro. Juntei as duas partes em 4 parágrafos, eliminando repetições, mas mantendo os nomes, datas, contexto e informações históricas.
VÍNCULO COM SORCABA E VOTORANTIM
O Clube Atlético Votorantim revelou e contou com atletas históricas, como Norminha (Norma Pinto de Oliveira), nascida na Argentina e naturalizada brasileira, que passou a defender o clube em 1960, logo após sua primeira convocação para a Seleção Brasileira; Ritinha (Rita de Cássia Coelho de Oliveira), que atuou por mais de duas décadas, foi destaque nas conquistas estaduais e nacionais do fim dos anos 1950.
E também defendeu a Seleção; Benedita Anália de Castro, a Bene, pioneira que enfrentou o forte preconceito contra o esporte feminino nos anos 1950 e jogou pelo Atlético Votorantim e pelo São Bento; e Zilá Nepomuceno, destaque no início dos anos 1960, inclusive no confronto contra a Seleção Paulista, em 1961.
Também fizeram parte da história regional Maria Izabel Negrette Garcia, a Negrette, Ermelinda, Benedita, Neide, Leda, Dagmar, Miltes, Cida Nagamatsu, Cida Comitre e Angela Marisa.
HELENINHA NO CAV
Nesse ambiente, Heleninha, então jovem talento de Sorocaba/Votorantim, trabalhou sob o comando de Newton Corrêa da Costa Júnior, o Campineiro, importante nome na construção da equipe feminina. Além de jogar, ajudou no trabalho com equipes mais jovens e na formação de novas jogadoras. Sua passagem ocorreu em uma fase de forte presença do Atlético Votorantim nas competições, colocando a região entre os polos do basquete feminino paulista. O período, marcado pelo trabalho de Campineiro e pela projeção da equipe em competições estaduais e nacionais, integra o contexto de mulheres que ocuparam espaços no esporte em uma época de grandes dificuldades para o basquete feminino.
DA REGIÁO PARA O MUNDO
Em 1958, Heleninha deixou Votorantim rumo a Piracicaba, que montava uma equipe forte para os Jogos Abertos, e encontrou Maria Helena Cardoso, que veio de São Carlos e havia passado por outros clubes. As duas passaram a jogar juntas no XV de Novembro de Piracicaba, de 1958 a 1970, no Bela Vista Nauti Clube, em 1970, e no Clube Atlético Piracicabano, entre 1971 e 1972. A dupla encerrou a carreira como jogadora por volta de 1972, mas manteve a parceria como treinadoras, com Cardoso como técnica e Heleninha como assistente.
As duas trabalharam na Unimep, BCN/BCN Osasco, Ponte Preta, Vasco da Gama e Seleção Brasileira feminina, participando da formação e condução de uma geração que teve Hortência e Magic Paula como principais nomes. A parceria esteve ligada a momentos importantes do basquete brasileiro, entre eles a conquista do ouro nos Jogos Pan-Americanos de Havana, em 1991, além de outras campanhas de destaque da Seleção.
Assim, a trajetória de Heleninha conecta diretamente Votorantim e Sorocaba à história recuperada em “As Donas da Quadra”, enquanto a parceria com Maria Helena Cardoso representa uma etapa posterior de uma carreira construída dentro e fora das quadras.
AS DUAS MARIAS
Maria Helena Cardoso e Maria Helena Campos, a Heleninha, tiveram trajetórias diferentes antes de se encontrarem em Piracicaba. Heleninha iniciou sua carreira em Sorocaba/Votorantim, enquanto Cardoso veio de São Carlos e passou por outros clubes. Em Piracicaba, jogaram juntas pelo XV de Novembro, de 1958 a 1970, pelo Bela Vista Nauti Clube, em 1970, e pelo Clube Atlético Piracicabano, de 1971 a 1972.
Após encerrarem a carreira como jogadoras, por volta de 1972, mantiveram a parceria como treinadoras, com Maria Helena Cardoso como técnica e Heleninha como assistente. Trabalharam na Unimep, BCN/BCN Osasco, Ponte Preta, Vasco da Gama e Seleção Brasileira feminina, participando da formação e condução de uma geração que teve Hortência e Magic Paula como principais nomes.
A parceria também esteve ligada a importantes conquistas do basquete brasileiro, como o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Havana, em 1991, além de outras campanhas de destaque da Seleção Brasileira.
O LIVRO
“As Donas da Quadra”, de Claudia Guedes, recupera as trajetórias de Maria Helena Cardoso e Maria Helena Campos, a Heleninha, duas personagens importantes na história do basquete feminino brasileiro. Em uma época de pouco espaço para as mulheres no esporte, as duas jogaram, ensinaram e lideraram, ajudando a abrir caminhos para novas gerações. Historiadora, pesquisadora do esporte e Ph.D. pela San Francisco State University, Claudia Guedes reúne documentos, pesquisa histórica e histórias de vida para registrar não apenas a trajetória das duas protagonistas, mas também o contexto de uma geração que ajudou a construir o basquete feminino brasileiro.
LANÇAMENTO
O lançamento de “As Donas da Quadra” será realizado no dia 15 de outubro de 2026, às 18h30, no Clube Regatas, em Campinas, com coquetel de lançamento e sessão de autógrafos. Será uma oportunidade para encontrar Claudia Guedes, conhecer de perto o novo trabalho da autora e celebrar duas personagens que deixaram suas marcas dentro e fora das quadras.