Ancelotti
Carlo Ancelotti tem recebido muitas críticas pelo início claudicante no comando da seleção brasileira. Algumas têm fundamento, porque um ano de trabalho, mesmo com o espaçamento das convocações em datas fora de Copas, não é um período tão curto assim. Mas a maioria dos apontamentos negativos ao técnico italiano vejo que é injusto.
É preciso avaliar as coisas de forma ampla e contextualizada. Ancelotti, por mais vencedor que seja, não é um salvador da pátria. Um milagreiro. Não dá para imputarmos tantos anos de gestões ruins e desempenhos pífios dentro de campo ao treinador da seleção profissional, que é apenas a ponta do iceberg.
UM PROBLEMA QUE VEM DE ANTES
Não vou nem voltar décadas na linha do tempo e puxar os mais de vinte anos que não ganhamos uma Copa. Vou me ater apenas ao ciclo entre a Copa de 2022 e a Copa de 2026: três treinadores precederam Ancelotti, houve troca de presidente da CBF e uma geração de jogadores insegura e que parece não estar pronta mentalmente para assumir desafios com a camisa da seleção brasileira, apesar de um grande protagonismo nos respectivos clubes.
Nesse cenário caótico não é o treinador que chegará e em uma passe de mágica fará tudo mudar da água para o vinho em um curto espaço de tempo.
É PRECISO ENTENDER O MOMENTO
O mal desempenho na Copa de 2026 deve servir de aprendizado. E os amistosos dos próximos meses serão sim bem ruins, porque trata-se de uma transição. Esperar qualquer coisa diferente disso não é para mim estar conectado com a concretude dos fatos.
* Marcel Capretz - é jornalista e pós-graduado em Comunicação, atuando profissionalmente na mídia desde 2004. Com mais de dez cursos realizados na Universidade do Futebol, é poliglota e possui formação em PNL (Programação Neurolinguística) e Coaching. Além da trajetória consolidada em rádio, TV e plataformas digitais.


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